"..não me posso resumir porque não se pode somar uma cadeira e duas maçãs. eu sou uma cadeira e duas maçãs.." Clarice L.
10/04/2010
Meu barco
Eu sou o que quero ser, e não o que você determina!
Por isso engula seus pregos tortos
E deixe-me construir meu barco...
Deixa-me navegar dentro de mim
Afundar nas águas irresolutas,
Gritar para a tempestade,
Lutar contra as ondas...
Portanto não me diga quem eu sou!
Ou pra qual lado é o norte de minha bússola
Porque só eu conheço minhas direções,
Só eu conheço o turvo do meu mar
09/04/2010
Anne Rice
28/02/2010
Clarice
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04/02/2010
Perdoa-me
Não sei como devo fazer isso, querida... Se devo guardar e me machucar mais ou pensar em todos nossos dias e me concentrar... O fato é que preciso fazer. Preciso pedir perdão, meu amor. Por favor, perdoa o fel das palavras e a brutalidade dos atos. Foi tão estúpido banalizar o amor que tão cedo foi perdido. O real valor só é sentido agora, não mais o tendo. Eu te amo tanto, e agora você foi embora. Eu não sei o que fazer! Serei sempre teu, minhas dores sempre tuas. Não a dividirei com o mundo, isso só pertence a nós. É quase uma insanidade, lutar por mais um dia quando tudo pelo que eu precisava lutar, já foi. Agora é só sentar, esperar. Não vai demorar muito, prometo. Por favor, não se canse de me esperar. Eu sinto tão perto agora, posso até tocar. Tudo que sobrou aqui foi um coração só. Agora você sabe por que meu travesseiro está sempre molhado.
É que estou inundado por dentro, meu anjo.
Afogando...
Desculpe, sei que pareço um bobo, mas não me peça pra viver. Não peça que eu busque felicidade, ou conforto. Não me peça pra superar, eu não quero. Tudo o que quero é esse mundo depois do fim. Para ser idealizado, e saber que alguém chora como choro agora. E enfim desfrutar de um amor que não tive em vida.
02/02/2010
07/01/2010
A Verdade do Espelho
Olha pro espelho,
Esse rosto pálido
Essa boca crispada
Essa tristeza mal-disfarçada
Sorri para o mundo
Num deboche soberbo
De indiferença e escárnio
E olhos cheios de verdade
Tu já não serves à máscara
Feita sob medida,
A mentira agora é podre
Deixou cheiro de horror
Da têmpora escorre o verde,
Que coloria a tua esperança
E chega aos pés,
Negro como o próprio sangue morto
E essa tristeza louca
Que escorre a jato dos olhos...
Como correnteza,
Vingativa e transitória
Olha pro espelho!
Vê o que não te dizem...
Mas que verdade é essa
Que o espelho conta?





