"..não me posso resumir porque não se pode somar uma cadeira e duas maçãs. eu sou uma cadeira e duas maçãs.." Clarice L.
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12/02/2010
Sou grato
Apesar de tudo, eu agradeço.
Não sei a que, a quem
Sei que sou grato por ela
Sei que sou...
E por tudo, é gratidão
Cada lágrima é riso
“Dê-me um abraço,
Eu te amo, filho”
Silêncio é a pior parte.
Embora, ainda grite a pulmões
Apenas dentro de mim.
Cá bem dentro de nós.
Então eu aprendi:
Lutar contra o mundo,
Com armas de paixão,
“Nunca olhe para baixo”
Mas antes de ir
Ensina-me de novo.
Amar nunca é demais.
Você tem mesmo de ir?
“Eu vivo por você”
E eu sou grato, sou grato.
O tempo foi curto,
Mas meu amor, infinito
02/01/2010
O Vento

Pois o vento se vê? Ou se sente? Como perceber sua passagem, sua existência, por assim dizer... De que outra forma poderia ser, a não ser pelas suas revoltas? Pelo balanço das palmeiras ou pelo uivo de seu grito de agonia? O vento é invisível e, no entanto, impõe sua presença, se mostra existente. Passa pela cortina do meu quarto, arrepia minha cútis, bagunça meus cabelos. Mostra-se revoltado por ninguém enxergá-lo, por não percebe-lo. Mas é isso, quem ainda não se acostumou? Assim é a vida, assim é o tempo, que como o vento, passa sem ser notado e deixa como resquício um arrepio, seja de medo, seja de surpresa. O vento, que quando em brisa agrada e acalma, mas em tempestade bagunça e acanha. Que quando em verão refresca, mas em inverno trinca os dentes. Que quando em vida traz um sorriso, olhos fechados e braços abertos. Mas em morte, enxuga a lágrima e leva embora a última folha seca. Pessoas também soam como o vento: socialmente invisíveis. Também podem trazer sorrisos ou enxugar lágrimas, avalia-se a relevância. Quem nunca se sentiu invisível, e como o vento, revoltou-se para se fazer notado? Quem nunca arrepiou alguém, bagunçou o cabelo e a vida de alguém?
Quem nunca gritou de agonia...?
Todo homem já foi vento um dia, e, um dia, voltará a sê-lo.
Quem nunca gritou de agonia...?
Todo homem já foi vento um dia, e, um dia, voltará a sê-lo.
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